sábado, 1 de junho de 2013

Bullyng:é preciso levar a sério o primeiro sinal

Esse tipo de violência tem sido cada vez mais noticiado e precisa de educadores atentos para evitarem conseqüências desastrosas.

Entre os tantos desafios da escola – está posto mais um. O bullying escolar – termo sem tradução exata para o português – tem sido cada vez mais reportado. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. [Saiba melhor de que se trata o bullying].


“Ninguém sabe como agir”, sentencia a promotora Soraya Escorel, que compõe a comissão organizadora do I Seminário Paraibano sobre Bullying Escolar, que reuniu educadores, profissionais da Justiça e representantes de governos nos dias 28 e 29 de março, em João Pessoa, na Paraíba.


“As escolas geralmente se omitem. Os pais não sabem lidar corretamente. As vítimas e as testemunhas se calam. O grande desafio é convocar todos para trabalhar no incentivo a uma cultura de paz e respeito às diferenças individuais”, complementa.


Como identificar vítima e agressor


Saiba como lidar com o problema na escola


A partir dos casos graves, o assunto começou a ganhar espaço em estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos que lidam com Educação. Para Lélio Braga Calhau, promotor de Justiça de Minas Gerais, a imprensa também ajudou a dar visibilidade à importância de se combater o bullying e, por conseqüência, a criminalidade. “Não se tratam aqui de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de casos de violência, em muitos casos de forma velada. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos para a criança e o adolescente facilitando posteriormente a entrada dos mesmos no mundo do crime”, avalia o especialista no assunto. O bullying estimula a delinqüência e induz a outras formas de violência explícita. Seminário - Organizado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Paraíba, em parceria com os governos municipal e estadual e apoio do Colégio Motiva, o evento teve como objetivo, além de debater o assunto, orientar profissionais da Educação e do Judiciário sobre como lidar com esse problema.


A Promotoria de Justiça elaborou um requerimento para acrescentar os casos de bullying ao Disque 100, número nacional criado para denunciar crimes contra a criança e ao adolescente. O documento será enviado para o Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos. Durante o encontro também foi lançada uma publicação a ser distribuída para as escolas paraibanas, com o objetivo de evidenciar a importância de um trabalho educativo em todos os cenários em que o bullying possa estar presente – na escola, no ambiente de trabalho ou mesmo entre vizinhos.

“É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, pedagoga pioneira no estudo do tema no país e autora de Bullying Escolar (Artmed).


Segundo ela, o bullying pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. “Identificamos casos de bullying em escolas das redes pública e privada, rurais e urbanas e até mesmo com crianças de 3 e 4 anos, ainda no Ensino Infantil”, comenta. Para o presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Buylling Escolar, José Augusto Pedra, o fenômeno é uma epidemia psico-social e pode ter conseqüencias graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade.


“Se observa também uma mudança de comportamento. As vítimas ficam isoladas, se tornam agressivas e reclamam de alguma dor física justamente na hora de ir para escola”, detalha José Pedra. Até as testemunhas sofrem ao conviver diariamente com o problema, mas tendem a omitir os fatos por medo ou insegurança. Geralmente, elas não denunciam e se acostumam com a prática – acabam encarando como natural dentro do ambiente escolar. “O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro. Se for pela internet, no cyberbullying, por exemplo, ela ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um co-autor”, completa Cléo Fante.


O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. “O fato de ter conseqüências trágicas, como mortes e suicídios, e a falta de impunidade proporcionou a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro “Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil”. Como identificar vítima e agressor Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos – essas são algumas das características mais usuais das vítimas. De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação.


“São presas fáceis, submissas e vulneráveis aos valentões da escola”, explica Cleo Fante, especialista no assunto. Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. “Também pode acontecer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas”, exemplifica Guilherme Schelb.


Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares – aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como a vítima, ele também precisa de ajuda psicológica. "No futuro, este adulto pode ter um comportamento de assediador moral no trabalho e, pior, utilizar da violência e adotar atitudes delinqüentes ou criminosas", detalha LélioCalhau. Como prevenir o problema na escola Para evitar o bullying, as escolas devem investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos.


Para os professores, que têm um papel importante na prevenção, alguns conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (Artmed).


*Observe com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula, e perceba se há quedas bruscas individuais no rendimento escolar.


* Incentive a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através de conversas, trabalhos didáticos e até de campanhas de incentivo à paz e à tolerância.


*Desenvolva, desde já, dentro de sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos.


*Quando um estudante reclamar ou denunciar o bullying, procure imediatamente a direção da escola.


* Muitas vezes, a instituição trata de forma inadequada os casos relatados. A responsabilidade é, sim, da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais dos alunos envolvidos.


Como a família pode ajudar Os pais devem estar alertas para o problema – seja o filho vítima ou agressor pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.


* Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos. *Fique atento às bruscas mudanças de comportamento.

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SEGUE ABAIXO ALGUMAS ATIVIDADES PARA DESENVOLVER COM OS ALUNOS: ALGUMAS QUESTÕES PARA SEREM DEBATIDAS E IMAGENS PARA PRODUÇÃO DE TEXTO SÓ DEPENDE DA CRIATIVIDADE DO (A)PROFESSOR\(A): ESSAS ATIVIDADES FAZEM PARTE DO MEU "PROJETO VALORES-DIGA NÃO AO BULLYNG" QUE ESTAMOS DESENVOLVENDO NA ESCOLA DOM BOSCO EU E A PROFESSORA DE ENSINO RELIGIOSO LAURA

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O papel do coordenador pedagógico/Supervisor



Esse profissional tem que ir além do conhecimento teórico, pois para acompanhar o trabalho pedagógico e estimular os professores é preciso percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e professores, tendo que se manter sempre atualizado, buscando fontes de informação e refletindo sobre sua prática como nos fala NOVOA (2001), “a experiência não é nem formadora nem produtora. É a reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a formação“ com esse pensamento ainda é necessário destacar que o trabalho deve acontecer com a colaboração de todos, assim o coordenador deve estar preparado para mudanças e sempre pronto a motivar sua equipe.

Dentro das diversas atribuições está o ato de acompanhar o trabalho docente, sendo responsável pelo elo de ligação entre os envolvidos na comunidade educacional. A questão do relacionamento entre o coordenador e o professor é um fator crucial para uma gestão democrática, para que isso aconteça com estratégias bem formuladas o coordenador não pode perder seu foco.
As funções do coordenador pedagógico são várias, entre elas a de exercer um papel mediador entre os professores e alunos, dando todo o apoio possível para que o trabalho dos mestres seja condecorado com sucesso e acima de tudo com resultados satisfatórios. Além do mais, o coordenador traça metas e projetos a curto, médio e longo prazos juntamente com a direção e com os professores, no sentido de promover um dinamismo à escola, transformando-a em um espaço transformador.
Outro objetivo e foco do coordenador é a formação continuada, momento único e imprescindível onde o coletivo da escola se reúne para estudar e aprimorar o estudo em grupo e o conhecimento.

Precisa sempre estar sempre atento ao cenário que se apresenta a sua volta valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados, essa caminhada nem sempre é feita com segurança, pois as diversas informações e responsabilidades o medo e a insegurança também fazem parte dessa trajetória, cabe ao coordenador refletir sobre sua própria prática para superar os obstáculos e aperfeiçoar o processo de ensino – aprendizagem. O trabalho em equipe é fonte inesgotável de superação e valorização do profissional.

O coordenador é isso e muito mais, ele trabalha, media, projeta, prevê resultados, cobra, pesquisa, enfim, auxilia bastante a direção escolar para que as coisas andem corretamente dentro da unidade.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Trabalhando com panfletos de supermecado!


) O panfleto na sala de aula


Para pensar e analisar:

Note que os panfletos são instrumentos de comunicação bastante simples, compostos de dois níveis principais de informação, assim como outros veículos impressos: o visual e o textual.

Em relação à informação textual, o que é possível notar? Existe uma chamada ou título chamando a atenção do leitor? Qual a informação principal?
Em relação à informação visual: qual o tamanho do panfleto? Qual a disposição do texto no papel? As letras são coloridas? Quantos tipos de letra são utilizados no panfleto?

Existem desenhos, figuras ou ilustrações compondo a informação?

Os panfletos são peças que na maioria das vezes fazem um apelo ao público, para que este conheça ou se interesse em consumir um produto ou serviço, ou seja, a linguagem que utiliza nesses casos é o da publicidade. Note que existem diferenças entre a linguagem publicitária e a linguagem jornalística, embora ambas se proponham informar o público. Na publicidade, grande parte das vezes a informação é sobre um produto ou serviço. No jornalismo, a informação gira sobre temas variados.



Exemplos de atividades:


1) Produzindo um panfleto

A partir da análise do conteúdo trabalhado em sala de aula e da informação trazida pela música, pedir para o grupo criar uma.


2)Criando probleminhas na Matemática com panfletos de supermecado

Usaremos a criatividade para desenvolver cálculos matemáticos.


Nice Martins

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Jornal na sala de aula:um recurso pedagógico


O jornal é um riquissímo material pedagógico na sala de aula, de forma multidisciplinar leva o mundo para mais perto do educando e desta forma contribui para a melhoria da qualidade da educação, através do planejamento de atividades para a aquisição de conhecimentos.

A utilização do jornal na sala de aula é uma técnica reconhecida. Auxilia na aquisição da linguagem, na ampliação do vocabulário, na capacidade de analisar discursos e na própria inserção do aluno, como cidadão, na sociedade, além de predispô-lo favoravelmente à leitura de livros.

De maneira crítica,o aluno aprende a ler todas as partes do jornal, das manchetes aos suplementos, da economia à cultura, da política ao cotidiano.

A leitura crítica pode transformar as aulas numa atividade divertida e proveitosa.

Escola M.P. Orlanda Neves Strack faz parte do "Projeto Algar Lê" -
Correio Educação 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Violência contra crianças negras é maior






Levantamento feito pelo Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef), com dados do programa da ONU para desenvolvimento (PNUD), indica que, no ano passado, o número de homicídios de crianças negras foi o dobro do registrado entre brancas. O resultado foi divulgado ontem, no Dia Nacional da Consciência Negra. A Unicef alerta que o abismo racial evidenciado desde a infância estenderá o racismo às gerações futuras.

O levantamento mostrou também que as crianças negras começam a trabalhar mais cedo e estão em pior situação na escola e no mercado de trabalho. A oficial de projetos da Unicef, Helena Oliveira Silva, afirmou que 65% dos 2,6 milhões de adolescentes de 10 a 15 anos trabalhando no Brasil são negros.


De acordo com o Unicef, 400 mil meninas trabalham como domésticas. Dessas, 98% são negras.


O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial da Câmara, deputado Luiz Alberto (PT-BA), explica que a estatística sobre a morte das crianças negras é só uma derivação de outros fatores de exclusão. Luiz Alberto observa que a situação dos mais jovens e das mulheres negras não melhorou no Brasil desde as primeiras manifestações da ação afirmativa, no início da década de 70.


O parlamentar acredita que, além do investimento na educação da população negra, é preciso ampliar a política de cotas também para o mercado de trabalho, pois muitas vezes o próprio empregador é racista ao selecionar mão-de-obra.


- É preciso quebrar paradigmas, certos mecanismos invisíveis que funcionam para excluir a população negra - afirmou Luiz Alberto.


Por Josie Jeronimo
http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/2006/violencia-contra-criancas-negras-e-maior

domingo, 3 de maio de 2009

A águia e a galinha - Leonardo Boff




SER ÁGUIA OU GALINHA - A ESCOLHA É SUA

Vivemos em um ambiente altamente competitivo e extremamente heterogêneo, a cada dia surgem novas tecnologias, novos conceitos e novas religiões. Em um paralelo com a águia e a galinha, temos duas perspectivas, uma visão para o alto e outra com visão deficiente.

Influenciados pelo ambiente em que foram educados, ou até mesmo por escolhas próprias, muitas pessoas são como a galinha. E o problema está na visão em que essas pessoas têm da realidade. O problema da galinha é a visão deficiente. A galinha tem olhos laterais que não lhe permitem fixar ambos num mesmo alvo. Sendo semelhantes a galinha têm olhos laterais, nunca olham simultaneamente na mesma direção.No trabalho, na escola, nas situações cotidianas, sua conduta é evasiva, incoerente e moralista. Quem tem olhar disperso ou vive olhando para o chão como a galinha, jamais terá uma visão real. Que sejamos, portanto, como a águia buscando o alto, almejando horizontes cada vez mais amplos.

Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso,abramos as asas e voemos. Voemos como águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

Nice Matins

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Remédios para o professor e a Educação


Soluções para essa epidemia têm sido discutidas e colocadas em prática em diferentes níveis: secretarias criam programas de prevenção, escolas reorganizam processos e educadores buscam formas criativas de enfrentar as dificuldades do dia-a-dia. Todas elas, além de contribuir para o bem-estar e o desempenho do profissional, têm impacto positivo na qualidade da Educação.
Os "remédios" prescritos -tanto no sentido de prevenção quanto no tratamento -são gestão, formação, organização do tempo, trabalho em equipe, relacionamento com os alunos, infra-estrutura, currículo e valorização social. Nenhum combate sozinho todos os sintomas, mas, associados, eles podem formar um coquetel eficaz para acabar com a situação de impotência diante de um sistema tão doente.


Bem-estar para quem se prepara:
Os conhecimentos sobre didática avançam; a necessidade de se manter atualizado com relação aos conteúdos é constante; as salas de aula estão se tornando inclusivas; a sociedade exige cada vez mais da escola; e, por fim, há um abismo entre a formação inicial e a prática do Magistério. A pressão e a ansiedade para se adequar a tudo isso muitas vezes dão origem a doenças, mal-estar e tensão.


Horários para estudo e diversão
Uma boa forma de reduzir o cansaço físico e mental e ainda melhorar os resultados de aprendizagem dos estudantes é ter tempo para estudar, planejar e reunir-se com os colegas sem esquecer os momentos de lazer. De acordo com a pesquisa NOVA ESCOLA e Ibope, os professores gastam em média 59 horas por semana em atividades ligadas ao trabalho 50% desse tempo em sala de aula. Metade deles tem menos de seis horas por semana de lazer. Esses são os que mais apresentam sintomas de estresse como insônia e dores de cabeça freqüentes.


A Finlândia, o país com a melhor Educação do mundo segundo o Pisa, avaliação feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, é um lugar em que a carreira docente está entre as mais concorridas e desfruta de grande prestígio. Lá, as principais apostas do sistema educacional são um currículo amplo e a formação docente. "A escola é o reflexo da sociedade na qual está inserida", conclui Inês Teixeira.

sábado, 28 de março de 2009

Pirâmide da Aprendizagem

A pirâmide indica a porcentagem de aprendizagem nova que os estudantes podem recordar depois de terem sido expostos aos diferentes metódos.A informação relembrada depois de 24 hs,presumindo que deve estar na memória de longo prazo.

Fonte: www.psicoativa.com

terça-feira, 17 de março de 2009

"Para Sara, Raquel, Lia e para todas as crianças" Carlos Drumonnd de Andrade

Eu queria uma escola que cultivasse a curiosidade de aprender que é em vocês natural.Eu queria uma escola que educasse seu corpo e seus movimentos:que possibilitasse seu crescimento físico e sadio. Normal

Eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo sobre a natureza,o ar, a matéria, as plantas, os animais,seu próprio corpo. Deus.Mas que ensinasse primeiro pela observação, pela descoberta,pela experimentação.E que dessas coisas lhes ensinasse não só o conhecer, como também a aceitar, a amar e preservar.


Eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo sobre a nossa história e a nossa terra de uma maneira viva e atraente.Eu queria uma escola que lhes ensinasse a usarem bem a nossa língua,a pensarem e a se expressarem com clareza.Eu queria uma escola que lhes ensinassem a pensar, a raciocinar,a procurar soluções.Eu queria uma escola que desde cedo usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando corretamente os conceitos matemáticos, os conceitos de números, as operações... pedrinhas... só porcariinhas!... fazendo vocês aprenderem brincando...


Oh! meu Deus!Deus que livre vocês de uma escolaem que tenham que copiar pontos.Deus que livre vocês de decorar sem entender, nomes, datas, fatos...Deus que livre vocês de aceitare mconhecimentos "prontos",mediocremente embalados nos livros didáticos descartáveis.Deus que livre vocês de ficarem passivos, ouvindo e repetindo,repetindo, repetindo..


.Eu também queria uma escola que ensinasse a conviver, a coooperar,a respeitar, a esperar, a saber viverem comunidade, em união.Que vocês aprendessem a transformar e criar.Que lhes desse múltiplos meios de vocês expressarem cada sentimento,cada drama, cada emoção.


Ah! E antes que eu me esqueça:Deus que livre vocêsde um professor incompetente.


quinta-feira, 12 de março de 2009

DIGA NÃO AO BULLYNG




Bullying começou a ser pesquisado cerca de dez anos atrás na Europa, quando se descobriu o que estava por trás de muitas tentativas de suicídio entre adolescentes. O primeiro estudo feito no Brasil a respeito desse assunto foi coordenado pelo médico Aramis Lopes Neto, realizado pela ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência) em escolas de Ensino Fundamental no Rio de Janeiro.


Bullying - é um termo de origem inglesa utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapazes de se defender. A palavra "Bully" significa "valentão", o autor das agressões. Os alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem bullying; os alvos/autores - são os alunos que ora sofrem, ora praticam bullying; os autores - são os alunos que só praticam bullying; as testemunhas - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde estas situações ocorrem.

O bullying é definido em três termos essenciais: o comportamento é agressivo e negativo; o comportamento é executado repetidamente e o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Algumas ações que costumam estar presentes nessas práticas são: colocar apelidos, ofender, humilhar, discriminar, excluir, intimidar, perseguir, assediar, amedrontar, agredir, bater, roubar ou quebrar pertences, entre outras formas.


Veja o que é considerado bullying pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia):

Colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear e humilhar. Fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar e quebrar pertences.

O estudo realizado pela ABRAPIA revelou que 40,05% dos alunos estão diretamente envolvidos em situações relacionadas ao bullying. Os meninos estão mais envolvidos com o bullying do que as meninas, tanto adotando essa prática (como autores) quando sofrendo as suas conseqüências (como alvos de bullying). Geralmente, os estudantes de séries iniciais são mais vitimizados.


QUEM PRATICA O BULLYING, geralmente, nem se preocupa em ser simpático com os colegas; gosta de ser admirado e de meter medo nos outros alunos; pode vir a exercer uma influência negativa sobre o grupo. Admite-se que os que praticam o bullying têm grandes chances de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.

O ALVO DAS ATITUDES DE BULLYING, que pode ser um grupo ou uma pessoa, não dispõe de recursos, poder ou habilidade para reagir e impedir os atos danosos de que são vítimas. Em geral, as vítimas de bullying são: pouco sociáveis, inseguras (tanto que sequer procuram ajuda), têm poucos amigos; são quietas, passivas e não têm esperança de se adaptar ou ser aceitas pelo grupo. Sua baixa auto-estima é agravada por críticas comumente feitas pelos adultos sobre a sua vida. Às vezes, chegam até a se considerar merecedoras do sofrimento que passam. Em casos extremos, as vítimas se sentem tão oprimidas que podem acabar tentando ou cometendo o suicídio.

terça-feira, 10 de março de 2009

Motivação nas aulas de Matemática

As atividades lúdicas (jogos, brincadeiras, brinquedos...) devem ser vivenciadas pelos educadores. É um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, bem como uma possibilidade para que afetividade, prazer, autoconhecimento, cooperação, autonomia, imaginação e criatividade cresçam, permitindo que o outro construa por meio da alegria e do prazer de querer fazer e construir.

Quando crianças ou jovens brincam, demonstram prazer e alegria em aprender. Eles têm oportunidade de lidar com suas energias em busca da satisfação de seus desejos. E a curiosidade que os move para participar da brincadeira é, em certo sentido, a mesma que move os cientistas em suas pesquisas. Dessa forma é desejável buscar conciliar a alegria da brincadeira com a aprendizagem escolar.
Caminhos de aprendizagem

Vale salientar que o aspecto afetivo se encontra implícito no próprio ato de jogar, uma vez que o elemento mais importante é o envolvimento do indivíduo que brinca.

Ensinar Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Nós como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas.

O uso de jogos e curiosidades no ensino da Matemática tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem de aprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno envolvido. A aprendizagem através de jogos, como dominó, quebra-cabeça, palavras cruzadas, memória e outros permitem que o aluno faça da aprendizagem um processo interessante e divertido.
Analisando as possibilidades do jogo no ensino da Matemática, percebemos vários momentos em que crianças e jovens, de maneira geral, exercem atividades com jogos em seu dia-a-dia, fora das salas de aula. Muitos desses jogos culturais e espontâneos, apresentam impregnados de noções matemáticas que são simplesmente vivenciadas durante sua ação no jogo.

Os alunos percebem que é possível aprender Matemática de forma lúdica, recreativa e divertida, tendo maior aprendizagem em relação aos conteúdos estudados, bem como contribuindo para o aumento da criatividade, criticidade e inventividade no ensino da Matemática.

Fonte: www.brasilescola.abril.com.br

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Televisão afasta as crianças da leitura e da literatura.

Os programas de televisão podem interferir positivamente ou negativamente na educação e desenvolvimento das crianças. É responsabilidade dos pais que, todavia, vêm se omitindo cada vez mais, impor alguns limites.

Esta é uma afirmação que a maioria dos adultos tem o hábito de repetir sem refletir sobre o que ela representa.
A televisão, mais uma vez, aparece como causa/desculpa para os problemas das crianças. Assim, nós, adultos, comodamente, nos eximimos da nossa responsabilidade como educadores, como se a máquina fosse capaz de determinar escolhas humanas.


A criança, desde que nasce, busca imitar o adulto. Assim, ela emite sons e aprende a falar. Assim, ela começa a andar e a brincar. Da mesma forma, se os adultos à sua volta só vêem televisão e não lêem habitualmente, a tendência da criança é a de imitá-los: veêm só televisão e não se interessam pela leitura. Se os adultos responsáveis pelas crianças não as orientam a selecionar os programas, e se não conversam com elas sobre a programação da TV, preferindo deixá-las sozinhas à frente da telinha, não é a televisão que merece a culpa pelo uso exagerado ou indiscriminado que as crianças fazem dela, mas os adultos responsáveis por elas.

Quanto a gostar ou não de ler dá-se o mesmo. Como esperar que as crianças e jovens sejam leitores quando, além dos pais, nós, professores também não lemos com a freqüência que deveríamos, exigindo deles algo que não praticamos?
A atenção e o afeto que o adulto tem obrigação de dedicar às crianças também deve se expressar nos momentos de lazer inteligente partilhado com elas. Lobato nos ensinou esse diálogo. Basta ler os seus livros para descobrir os caminhos originais e ao gosto das crianças, e para aprendermos, assim, como conversar com elas.
A criança valoriza o convite de um adulto para escutar uma história lida porque a linguagem do carinho e do amor não tem idade. Ler junto é dar atenção e afeto também. Ler junto é um carinho que fica para toda a vida.

A voz humana narrando fantasias e emoções entram no coração e fica na imaginação de cada filho-aluno acarinhado, amado, de maneira única, transformando-a na herança mais preciosa que podemos deixar para as gerações novas.

Quando o adulto escolhe ver junto um programa de TV e conversa sobre o que ambos estão assistindo, a criança terá muito mais chances de ser uma telespectadora crítica e não passiva da televisão e de outros espetáculos pois, a atenção dedicada a ela tem um significado importante e ela é capaz de perceber e sentir isto.

Não há como ignorar a importância da televisão na vida cultural brasileira e das nossas crianças. Como educadores devemos, cada vez mais, procurar conhecê-la e integrá-la, de maneira inteligente e produtiva, na vida coletiva da escola, contribuindo para que as crianças e jovens se tornem telespectadores críticos e orientando seus familiares.

É responsabilidade dos pais que, todavia, vêm se omitindo cada vez mais, impor alguns limites. A audiência infantil a programas inapropriados poderia acabar se os próprios pais abrissem mão de assistir a estes programas. Seria bom se os pais pudessem mostrar que, o que não é bom para os filhos, também não é bom para os pais. Os programas com conteúdos positivos, produzidos com preocupações pedagógicas e assessoria educacional são exceções. O que se vê com grande freqüência são programas fundamentados em falsos valores, voltados apenas para satisfazer audiência e que promovem a violência.

Estes programas tem uma contribuição negativa no desenvolvimento das crianças que ficam mais expostas à TV, pois estas tendem a reproduzir atividades e práticas presentes na programação assistida. Isso ocorre principalmente quando a situação vivenciada aproxima-se das experiências de vida da própria criança. Cenas eróticas ou situações de violência são muito prevalentes nos programas assistidos pelo público infantil.


Uma das consequências mais visíveis é a aceleração de algumas vivências, sem que tenha havido um amadurecimento para tal. Crianças que assistem a programas de televisão violentos podem se identificar com os personagens e acreditam que eles são realistas, o que aumenta as chances delas se tornarem adultos agressivos.


É de grande importância que os pais fiquem atentos se os conteúdos exibidos são apropriados ou não para seus filhos, porém o que ocorre é que eles próprios fazem mal suas escolhas, dando grande audiência para maus programas.


Fonte: Site Clube do BebêTexto: Dra. Daniela Levy - CRP 06/58195-8