sábado, 1 de junho de 2013

Bullyng:é preciso levar a sério o primeiro sinal

Esse tipo de violência tem sido cada vez mais noticiado e precisa de educadores atentos para evitarem conseqüências desastrosas.

Entre os tantos desafios da escola – está posto mais um. O bullying escolar – termo sem tradução exata para o português – tem sido cada vez mais reportado. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. [Saiba melhor de que se trata o bullying].


“Ninguém sabe como agir”, sentencia a promotora Soraya Escorel, que compõe a comissão organizadora do I Seminário Paraibano sobre Bullying Escolar, que reuniu educadores, profissionais da Justiça e representantes de governos nos dias 28 e 29 de março, em João Pessoa, na Paraíba.


“As escolas geralmente se omitem. Os pais não sabem lidar corretamente. As vítimas e as testemunhas se calam. O grande desafio é convocar todos para trabalhar no incentivo a uma cultura de paz e respeito às diferenças individuais”, complementa.


Como identificar vítima e agressor


Saiba como lidar com o problema na escola


A partir dos casos graves, o assunto começou a ganhar espaço em estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos que lidam com Educação. Para Lélio Braga Calhau, promotor de Justiça de Minas Gerais, a imprensa também ajudou a dar visibilidade à importância de se combater o bullying e, por conseqüência, a criminalidade. “Não se tratam aqui de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de casos de violência, em muitos casos de forma velada. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos para a criança e o adolescente facilitando posteriormente a entrada dos mesmos no mundo do crime”, avalia o especialista no assunto. O bullying estimula a delinqüência e induz a outras formas de violência explícita. Seminário - Organizado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Paraíba, em parceria com os governos municipal e estadual e apoio do Colégio Motiva, o evento teve como objetivo, além de debater o assunto, orientar profissionais da Educação e do Judiciário sobre como lidar com esse problema.


A Promotoria de Justiça elaborou um requerimento para acrescentar os casos de bullying ao Disque 100, número nacional criado para denunciar crimes contra a criança e ao adolescente. O documento será enviado para o Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos. Durante o encontro também foi lançada uma publicação a ser distribuída para as escolas paraibanas, com o objetivo de evidenciar a importância de um trabalho educativo em todos os cenários em que o bullying possa estar presente – na escola, no ambiente de trabalho ou mesmo entre vizinhos.

“É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, pedagoga pioneira no estudo do tema no país e autora de Bullying Escolar (Artmed).


Segundo ela, o bullying pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. “Identificamos casos de bullying em escolas das redes pública e privada, rurais e urbanas e até mesmo com crianças de 3 e 4 anos, ainda no Ensino Infantil”, comenta. Para o presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Buylling Escolar, José Augusto Pedra, o fenômeno é uma epidemia psico-social e pode ter conseqüencias graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade.


“Se observa também uma mudança de comportamento. As vítimas ficam isoladas, se tornam agressivas e reclamam de alguma dor física justamente na hora de ir para escola”, detalha José Pedra. Até as testemunhas sofrem ao conviver diariamente com o problema, mas tendem a omitir os fatos por medo ou insegurança. Geralmente, elas não denunciam e se acostumam com a prática – acabam encarando como natural dentro do ambiente escolar. “O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro. Se for pela internet, no cyberbullying, por exemplo, ela ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um co-autor”, completa Cléo Fante.


O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. “O fato de ter conseqüências trágicas, como mortes e suicídios, e a falta de impunidade proporcionou a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro “Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil”. Como identificar vítima e agressor Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos – essas são algumas das características mais usuais das vítimas. De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação.


“São presas fáceis, submissas e vulneráveis aos valentões da escola”, explica Cleo Fante, especialista no assunto. Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. “Também pode acontecer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas”, exemplifica Guilherme Schelb.


Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares – aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como a vítima, ele também precisa de ajuda psicológica. "No futuro, este adulto pode ter um comportamento de assediador moral no trabalho e, pior, utilizar da violência e adotar atitudes delinqüentes ou criminosas", detalha LélioCalhau. Como prevenir o problema na escola Para evitar o bullying, as escolas devem investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos.


Para os professores, que têm um papel importante na prevenção, alguns conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (Artmed).


*Observe com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula, e perceba se há quedas bruscas individuais no rendimento escolar.


* Incentive a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através de conversas, trabalhos didáticos e até de campanhas de incentivo à paz e à tolerância.


*Desenvolva, desde já, dentro de sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos.


*Quando um estudante reclamar ou denunciar o bullying, procure imediatamente a direção da escola.


* Muitas vezes, a instituição trata de forma inadequada os casos relatados. A responsabilidade é, sim, da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais dos alunos envolvidos.


Como a família pode ajudar Os pais devem estar alertas para o problema – seja o filho vítima ou agressor pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.


* Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos. *Fique atento às bruscas mudanças de comportamento.

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SEGUE ABAIXO ALGUMAS ATIVIDADES PARA DESENVOLVER COM OS ALUNOS: ALGUMAS QUESTÕES PARA SEREM DEBATIDAS E IMAGENS PARA PRODUÇÃO DE TEXTO SÓ DEPENDE DA CRIATIVIDADE DO (A)PROFESSOR\(A): ESSAS ATIVIDADES FAZEM PARTE DO MEU "PROJETO VALORES-DIGA NÃO AO BULLYNG" QUE ESTAMOS DESENVOLVENDO NA ESCOLA DOM BOSCO EU E A PROFESSORA DE ENSINO RELIGIOSO LAURA

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O papel do coordenador pedagógico/Supervisor



Esse profissional tem que ir além do conhecimento teórico, pois para acompanhar o trabalho pedagógico e estimular os professores é preciso percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e professores, tendo que se manter sempre atualizado, buscando fontes de informação e refletindo sobre sua prática como nos fala NOVOA (2001), “a experiência não é nem formadora nem produtora. É a reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a formação“ com esse pensamento ainda é necessário destacar que o trabalho deve acontecer com a colaboração de todos, assim o coordenador deve estar preparado para mudanças e sempre pronto a motivar sua equipe.

Dentro das diversas atribuições está o ato de acompanhar o trabalho docente, sendo responsável pelo elo de ligação entre os envolvidos na comunidade educacional. A questão do relacionamento entre o coordenador e o professor é um fator crucial para uma gestão democrática, para que isso aconteça com estratégias bem formuladas o coordenador não pode perder seu foco.
As funções do coordenador pedagógico são várias, entre elas a de exercer um papel mediador entre os professores e alunos, dando todo o apoio possível para que o trabalho dos mestres seja condecorado com sucesso e acima de tudo com resultados satisfatórios. Além do mais, o coordenador traça metas e projetos a curto, médio e longo prazos juntamente com a direção e com os professores, no sentido de promover um dinamismo à escola, transformando-a em um espaço transformador.
Outro objetivo e foco do coordenador é a formação continuada, momento único e imprescindível onde o coletivo da escola se reúne para estudar e aprimorar o estudo em grupo e o conhecimento.

Precisa sempre estar sempre atento ao cenário que se apresenta a sua volta valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados, essa caminhada nem sempre é feita com segurança, pois as diversas informações e responsabilidades o medo e a insegurança também fazem parte dessa trajetória, cabe ao coordenador refletir sobre sua própria prática para superar os obstáculos e aperfeiçoar o processo de ensino – aprendizagem. O trabalho em equipe é fonte inesgotável de superação e valorização do profissional.

O coordenador é isso e muito mais, ele trabalha, media, projeta, prevê resultados, cobra, pesquisa, enfim, auxilia bastante a direção escolar para que as coisas andem corretamente dentro da unidade.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Trabalhando com panfletos de supermecado!


) O panfleto na sala de aula


Para pensar e analisar:

Note que os panfletos são instrumentos de comunicação bastante simples, compostos de dois níveis principais de informação, assim como outros veículos impressos: o visual e o textual.

Em relação à informação textual, o que é possível notar? Existe uma chamada ou título chamando a atenção do leitor? Qual a informação principal?
Em relação à informação visual: qual o tamanho do panfleto? Qual a disposição do texto no papel? As letras são coloridas? Quantos tipos de letra são utilizados no panfleto?

Existem desenhos, figuras ou ilustrações compondo a informação?

Os panfletos são peças que na maioria das vezes fazem um apelo ao público, para que este conheça ou se interesse em consumir um produto ou serviço, ou seja, a linguagem que utiliza nesses casos é o da publicidade. Note que existem diferenças entre a linguagem publicitária e a linguagem jornalística, embora ambas se proponham informar o público. Na publicidade, grande parte das vezes a informação é sobre um produto ou serviço. No jornalismo, a informação gira sobre temas variados.



Exemplos de atividades:


1) Produzindo um panfleto

A partir da análise do conteúdo trabalhado em sala de aula e da informação trazida pela música, pedir para o grupo criar uma.


2)Criando probleminhas na Matemática com panfletos de supermecado

Usaremos a criatividade para desenvolver cálculos matemáticos.


Nice Martins

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Jornal na sala de aula:um recurso pedagógico


O jornal é um riquissímo material pedagógico na sala de aula, de forma multidisciplinar leva o mundo para mais perto do educando e desta forma contribui para a melhoria da qualidade da educação, através do planejamento de atividades para a aquisição de conhecimentos.

A utilização do jornal na sala de aula é uma técnica reconhecida. Auxilia na aquisição da linguagem, na ampliação do vocabulário, na capacidade de analisar discursos e na própria inserção do aluno, como cidadão, na sociedade, além de predispô-lo favoravelmente à leitura de livros.

De maneira crítica,o aluno aprende a ler todas as partes do jornal, das manchetes aos suplementos, da economia à cultura, da política ao cotidiano.

A leitura crítica pode transformar as aulas numa atividade divertida e proveitosa.

Escola M.P. Orlanda Neves Strack faz parte do "Projeto Algar Lê" -
Correio Educação 2009